Cultura viva e emergente

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Cultura: um catalisador de resultados em tempos de transformação

Por Renata Rocha

Nos tempos atuais vivemos em contextos caracterizados por complexidade, imprevisibilidade, ambiguidade e rápida transformação. Trabalhar em sistemas complexos significa que não é possível prever todos os eventos e resultados de nossas ações e estratégias. É imperativo interagir e dialogar dinamicamente com tais sistemas.

Uma organização é um sistema vivo e complexo, em constante emergência. Assim, a cultura organizacional é viva e deve fazer sentido para as pessoas envolvidas, inspirando e sustentando o pleno potencial de cada indivíduo e da organização como um todo.

Quem nunca participou de projetos onde valores foram definidos sem a participação ativa das pessoas, resultando em nenhuma mudança perceptível?

Tenho trabalhado na promoção de diálogos onde cada pessoa pode discutir a conexão de seus propósitos e valores pessoais com os organizacionais. A motivação e o sentido de pertencimento estão intrinsecamente ligados ao quanto esse propósito ressoa com elas.

Outro aspecto vital é ter consciência da ligação do propósito da organização com sua atuação em ambientes complexos. O propósito tem uma natureza recursiva; as organizações o definem e o moldam, mas também são moldadas por ele. Um propósito claro é capaz de conferir autonomia e liberdade de ação, favorecendo um alinhamento e coerência mais amplos nas ações, servindo como um farol para a tomada de decisões.

Quando consideramos uma organização viva é necessário perceber resultados e impactos no modo de trabalho. As metodologias, a dinâmica das relações, a comunicação, a distribuição de papéis e autoridade, e a coordenação das ações definem a singularidade de cada organização.

Entre as inquietações comuns, destacamos:

  • Como atuar intencionalmente para moldar a cultura organizacional?
  • Como se adaptar com agilidade?
  • Como aprender em um ambiente complexo?

Aaron Dignan, no seu livro "Brave New Work", apresenta o conceito de um “Sistema Operacional” da Organização, englobando elementos como propósito, autoridade, estruturas, estratégias, relações, recursos, processos, rituais etc. Ele argumenta que a abordagem à cultura e às mudanças deve ser adequada para sistemas complexos, nos quais introduz-se algo novo e observa-se o que ocorre.

A sugestão é experimentar uma das práticas propostas por Dignan, mudando em um processo cíclico, conduzido por grupos:

Sensing e identificação de tensões - Partir de perguntas como: O que está nos impedindo de realizar o trabalho desejado?

Prototipagem de práticas - Identificar as práticas a serem testadas que possam gerar os resultados almejados.

Experimentação - Definir o experimento, envolvidos, duração, e como avaliar os resultados.

Em resumo, organizações que se concentram no potencial humano e conscientes da complexidade podem alcançar maior vitalidade, adaptabilidade e capacidade de mudança intencional.

Vamos experimentar?

Renata Rocha

atua como Business Management & Consulting na Wisnet desde 2009, liderando projetos de liderança e Transformação Organizacional em grandes empresas. Com 25 anos de experiência e formação pela Fundação Getúlio Vargas, ela é especializada em Processos, Liderança, e Gestão do Conhecimento.

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